Quem sou eu

Quem sou? Não sei. Apenas quando e se, eu parar de respirar os ares da mudança e assim poder de deixar o ato de estar para finalmente ser! Por enquanto sou um gaúcho aspirante a cientista, poeta, musico quiçá vanguardista, mas lembro, só aspirante...

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Poeminha...

Na ciência da arte
valem os vetores da mente
que expressam os sublimes sentimentos
e amplificam o amor, a morte, a parte
altamente axiomática da biologia demente

Desabafo

certo dia vi que nasci pra escrever
sério! minhas engrenagens se movem enquanto meus dedos rapidamente
golpeiam as teclas que gemem em uníssono.
O uníssono da revolta, ou talvez o grito de salvação. Quem um dia não ouviu que, melhor que uma leitura... é outra leitura?

Eu só sei que nasci. Talvez isso explique minha raiva constante ao golpear estas teclas sujas.
O Sentimento de ser o carrasco, de ter escravos na ponta dos dedos (literalmente) é incrível. Sentir que minhas idéias viram brados. Não sei se de dor ou libertação.
só quero que um dia leiam... e ouçam a voz interior que comanda (como uma marionete), com seus nervos equivalentes a tal, as extremidades moles de nossos corpos.
Sei que agora sinto uma fraqueza.Não sei se moral ou física, fruto de minha abstinência de leitura e ou de algo mais sexual. Só quero ver o mundo como realmente ele é. Sinto que estou perto.
Mas essa proximidade já me chega com um prelúdio de dor. E dói.
Sinto meus braços fracos, sinto minha mente voando, sinto meu peito arfando palavras em ultra som, para uma sociedade apática, torpe e vil. Que vive da ignorância para a ignorância.
Quem não se lembra da época hippie, que os ideais de paz e amor se transformaram em viajens químicas alucinógenas e alucinantes?
Quem sabe agora venha uma rima. Fruto do cerebro mergulhado em quimicos. ó não, não estou drogado. Talvez saibas que temos os químicos endógenos. Que se bem dosados fazem-nos cruzar o universo, os universos e letras através dos versos meus e teus,
eu só sei que o contra verso... é melhor eu não sentir mais nada agora...

Quanto tempo eu perdi meu Deus? Gastando minha inspiração em bobagens e não escrevendo!? Tomara agora eu esteja realmente pronto. Amadurecido o suficiente para guiar mentes e corações.

com amor,

Cristian Bering Fróes

Te Hace Cristian

Ouço um zumbido, os percepções ecoam, a mente voa sem o corpo,
este semiestático, largado junto a cama...
existe uma pressão em tudo que nos rodeia, nos ouvidos, ns pulmõeos... mas
Não de nós impede de escutar e ver
que mesmo unos, mente e corpo,
funcionam de maneira independente,
sendo a mente responsável pela existência existência do último...
minha vó entra no quarto, da mesma maneira que a infusão em águá que tomei,
de sopetão e repentinamente foi embora
acho que a consciência, flui em separado
o sistema de atenção fica prejudicado
o efeito vai como vem
fui ver cqc
e vi que nada vi, que o que vi
sejá lá o que for o que vi,
toca um telefone,
ou eco, ou qualquer coisa que distoe
tenha polido as pedras
vi que a estrutura de um texto é a mesma
só o que muda, é o conteudo
nossas ideias são fruto de um processo dialético na mente
sub-idéias, idéias, mega idéias
me deu vontade,
de não terminar este poema
que não tem rima nem pena
daqueles, inclusive eu, que tentam aconhpanhar o raciocinio...
a mente vem e vai,
e entre ais e ais
eu persigo aquele pensamento,
aquele barrabás
que foi libertado pelos meus neurônios
e viraram ás
não sei se um pensamento vira uma cara
ou meus pensamentos fogem
e fui dormir o verde bom...
esqueça a testosterona
verdades voláteis que vão e... vão!

domingo, 8 de agosto de 2010

Poema do recomeço

Não vou esperar!
Vou viver, vou amar!
Quem me dera mais não sofrer!
Para saber: viver!

Não divido amores
nem partilho minhas dores
apenas sigo meu caminho
seja ele bom, ruim, ou apenas um copo de vinho!

Não mais tento impossíveis amores
que apenas criam incessantes dores
lembranças, memórias, feridas, dolores
que o tempo custa a curar!

Cristian Bering Fróes

Da série: Amores passam mas os poemas ficam!

É o que diz a vida
ria pense, veja, nessa eterna lida
que os astros fazem da nossa história
Emoção, guerras, beijos, glória
Mas tudo que se passa, fica

Eis nossos amores
no fundo do bau da memória
sempre nos trazendo a tona, passado o tempo
grandes lembranças ou as piores dores!

Seja dia, seja noite
Na calada do silêncio
está sempre lá, a espreita
os reflexos facinantes da memória,
que um dia de vida foi feita
e ao som de palavras ao vento desfeita...

Ó mulher, que um dia ao meu lado dormiu!
tuas palavras guardadas no peito soam vil
quando eu te amo dizes a outrém

Tu que um dia foste a luz
da vida o segundo sol
vivo melódicos prantos em lá bemol soados
e agora de pranto o rosto parecendo suado
Me resta a cruz!

Não sendo vitima, mas igualmente apunhalado
só nos resta o fado
de todo dia ver-nos a memória
e temer que o amor queira denovo a glória
Num perdido coração despedaçado

Cristian Bering Fróes

domingo, 11 de julho de 2010

Os amores passam, mas os poemas ficam!

Eu sou um poeta barroco
ora cheio, ora oco
as vezes acerto em cheio, outras, passo sufoco.

Se tenho dualidade
é maturidade sem idade
o conflito dum aflito
que oscila entre ódio e saudade!

Eu sou cheio de altos e baixo
principalmente agora
que a saudade bate na hora
e o pranto rola rosto abaixo...

Se alguem que estima, nunca te fez um poema
Se livre desta sina, mata o mal e o esprema!
Se o autor deste te irrita
Chega amanha no meu ouvidinho,
Mas não grita
E diz, não quero mais poema!

Se não, uma rima demodê
pega minha mão
e vamos, ser felizes então
Juntos, eu e você!

Poemas antigos...

Sábia o sabiá que eu te quero-quero?
Como amigo, como amante...
Se eu não consigo, tento, e me supero!

A vida é feita de escolhas
uma semente, a árvores
seus frutos e folhas
que caem e renovam os ares...

Por isso, quando o sabiá dizer que te quero-quero..
Não te quero como queria
mas sim do jeito que tornaremos ser
A forma mais intensa, feliz, cheia de alegria!

Se aceitas minha declaração
amanhã meu bem
diga o que quiser
te quero, te amo, te odeio, eu espero
Mas espero, tu, eu, nós, seja como a vida quiser!

Artes e artistas...

Um belo dia...
uma bela vida...
me dei conta da finalidade
nessa estrada sem volta, só ida
um belo dia...

amar...
falar, gritar
ó rima interrompida
pelo ato de morrer!

Seria eu mais um insano!?
de bradar a vida
sabendo que o relógio ao seu tique taquear
é o coração que relaxa, bate mas não sabe
que é o prelúdio de lágrimas derramar!?

Eu, jovem, escrevendo sobre a morte.
Não se sabe quando vem, não se sabe como vai
é tão imprevisível quanto ao ato de nascer!

Embora imprevisível...
sinta a vida, incrível
dentro da previsão,
que um dia, quiçá hoje...
ou talvez não!
não lhe preencha mais o peito...