É o que diz a vida
ria pense, veja, nessa eterna lida
que os astros fazem da nossa história
Emoção, guerras, beijos, glória
Mas tudo que se passa, fica
Eis nossos amores
no fundo do bau da memória
sempre nos trazendo a tona, passado o tempo
grandes lembranças ou as piores dores!
Seja dia, seja noite
Na calada do silêncio
está sempre lá, a espreita
os reflexos facinantes da memória,
que um dia de vida foi feita
e ao som de palavras ao vento desfeita...
Ó mulher, que um dia ao meu lado dormiu!
tuas palavras guardadas no peito soam vil
quando eu te amo dizes a outrém
Tu que um dia foste a luz
da vida o segundo sol
vivo melódicos prantos em lá bemol soados
e agora de pranto o rosto parecendo suado
Me resta a cruz!
Não sendo vitima, mas igualmente apunhalado
só nos resta o fado
de todo dia ver-nos a memória
e temer que o amor queira denovo a glória
Num perdido coração despedaçado
Cristian Bering Fróes
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