Eu sou um poeta barroco
ora cheio, ora oco
as vezes acerto em cheio, outras, passo sufoco.
Se tenho dualidade
é maturidade sem idade
o conflito dum aflito
que oscila entre ódio e saudade!
Eu sou cheio de altos e baixo
principalmente agora
que a saudade bate na hora
e o pranto rola rosto abaixo...
Se alguem que estima, nunca te fez um poema
Se livre desta sina, mata o mal e o esprema!
Se o autor deste te irrita
Chega amanha no meu ouvidinho,
Mas não grita
E diz, não quero mais poema!
Se não, uma rima demodê
pega minha mão
e vamos, ser felizes então
Juntos, eu e você!